quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A LIVE DE JOSÉ AMÉRICO REPENTISTA E SUA NETA.





É Quarta-Feira 19:10 hs. Estou com o smartphone na mão e aguardo o horário para ir ao mercado. Observo a timeline do meu face, meu CartolaFC, mensagens nos grupos de whatsapp, etc. Tem rodada no brasileirão! Já está rolando Avaí x Bahia e eu quero obter boa pontuação com os jogadores que eu escalei no Fantasy Game global. Quarta-feira é o dia que elegi, pra fazer compras bem na hora da novela e do futebol. Tarefa chata se o mercado estiver "crowdiado". Descobri que sempre está vazio nesse dia da semana e horário (fica a dica).
Entre um post e outro, eu me deparo com uma transmissão ao vivo via facebook, de um amigo que pouco conheço pelas redes, nunca estive com ele pessoalmente, nem me lembro como fomos adicionados. Na verdade eu já tinha visto essa live, mas não tinha parado para assistir, e não desprendi muita atenção ao conteúdo. De início percebo que a audiência é muito boa! Uma média de 80 face-espectadores com picos de 100. Heróis da Cantoria é o nome do programa que está sendo transmitido. Uma jovem mãe (Leandra) com seu filho no colo, está lendo os comentários registrados pelos fãs enquanto seu avô, o José Américo, dedilha sua viola dinâmica ao fundo. A cada comentário lido, a moça toca um sino bem "roots", semelhante a uma campana ou badalo, e pronuncia o bordão: Vixe Maria!


O cenário é simples, básico, mas cheio de originalidade. Embalagens de ovos forram a parede que está ao fundo e me parecem exercer a função de melhora da acústica do espaço. Ursinhos de pelúcia, uma viola dinâmica caipira e um relógio pendurados na mesma parede,sobrepondo as caixas de ovos, enfeitam o ambiente. Continua a live, toca uma vinheta com o nome do programa, horário e dias que é transmitido. Leandra agradece a audiência do dia anterior, que chegou a mais de cinco mil visualizações (ual!), e anuncia a primeira música da noite. Com os detalhes referentes à métrica em que foi composta a canção (verdadeiros arquitetos de palavras), a moça faz uma ótima locução: vamos ouvir uma sextilha de sete sílabas, “O Sertão e a Cidade”. Canta Moacir Laurentino e Sebastião da Silva. É uma cantoria de repentista, muito bem interpretada. Neste intervalo, aparece novamente José Américo atrás da Leandra, de quem é o avô. Enquanto toca a música, a jovem fica de frente para a câmera, como se estivesse lendo em silêncio alguns dos comentários da live. José Américo conversa com ela algo não audível, mas parece ser a respeito de questões técnicas do programa.


Xilogravura de Leo Ladislau. O Beijo, a lua e o sertão. 23 x 42 cm. R$ 200,00>>>




A música termina, Leandra toca o sino e retorna à leitura de comentários dos espectadores, e os trata como se fossem já bem conhecidos. A cada comentário, toca o sino e repete o bordão; Vixi Maria! O filho está no colo. José Américo faz a sua primeira participação no programa. “Boa noite telespectadores. Boa noite poetas!”. Comunicativo, o poeta manda seu recado, com eloquência nordestina e ótima dicção. Olá Galera, tudo bem com vocês? To aqui só “curiando”.


Pelo que pude perceber, o programa é produzido com poucos recursos técnicos, mas com muito bom gosto musical. Tem patrocinadores! Transportadora, Casa de Materiais Para Construção, Mercado, Casa do Norte, entre outros. A locução dos patrocinadores foi feita por Leandra, é uma gravação, e a cada anúncio, José Américo toca o sino – Vixi Maria! Ele faz comentários durante a locução dos apoiadores e afirma orgulhoso; “é ela quem está falando, a melhor locutora de programa de viola do Brasil!”, apontando para a neta. Manda beijo para a câmera. Ao final do programa, o próprio José Américo canta e toca em sua viola uma canção autoral. O programa é muito bom, repertório de músicas nordestinas de raiz, na maioria repentes gravados. Está a quase dez anos no ar, tendo seu inicio numa rádio FM, e no Facebook o programa está a quase um ano sendo transmitido diariamente. Recomendo para quem procura boas produções na internet. A transmissão acontece de segunda a sexta, das 19:00 às 21:00 hs, e a live fica salva na timeline do artista. José Américo é um repentista nascido em Aroeira/PB, e mora em Santana do Parnaíba/SP. Facebook: José Américo Repentista.

Escrito por:
Leonardo Ladislau da Silva – Cordelista, xilógrafo, compositor e professor de língua portuguesa na rede pública.



terça-feira, 20 de junho de 2017

sábado, 28 de maio de 2016

Lançamento Cartola em Cordel

Lançamento do folheto biográfico, sobre a vida do Cartola da Mangueira. Autor Leonardo Ladislau. Ilustrações em xilogravura de Wil Dupont (wildupont@gmail.com)

terça-feira, 3 de maio de 2016

sábado, 30 de abril de 2016

"O Beijo, a Lua e o Sertão" 25 x 45 cm

A Xilogravura "O Beijo, a Lua e o Sertão" pode ser vista no Bar do Seu Zé, no bairro da Vila Madalena, cidade de São Paulo. Rua Fradique Coutinho, 875. A exposição da obra no bar, foi uma iniciativa do cearense Sr. Ananias, proprietário do estabelecimento.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Xilogravura "Benedita" de Leo Ladislau 30 x 23 cm

Xilogravura "Benedita" de Leo Ladislau.

Xilogravura "Serviço de Auto Falante" Leo Ladislau 21 x22 cm

Xilogravura "Serviço de Auto Falante" de Leo Ladislau. Durante o mês de março/2016, Leo Ladislau participou do ateliê Aberto de Xilogravura, no instituto Tomie Otake, na cidade de São Paulo. Durante a atividade, produziu mais uma matriz. "Serviço de Auto Falante", inspirado na canção Zé do Caroço, de Leci Brandão, com gravação de vários artistas.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Gonçalo Ferreira de Lima recebe Leo Ladislau na Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Durante o mês de julho de 2015, Poeta cordelista e xilógrafo Leo Ladislau, esteve na cidade do Rio de Janeiro para participar do concurso de samba enredo da Estação Primeira de Mangueira. Aproveitou e subiu a pé o morro de Santa Teresa, para visitar a ABLC. Leo também é compositor, tendo vencido vários concursos de samba enredo na cidade de São Paulo e Assis. http://ablc.com.br/

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Xilogravura "Vó Cacunda" Leo Ladislau

De férias, na cidade de São Sebastião, Leo Ladislau teve um sonho. " Um senhora negra me perguntava: Menino, cadê aqueles desenhos que você faz cavucando na madeira? meu nome é Vó Cacunda" O artista não teve dúvida e iniciou o projeto de uma nova xilo.